Mutações Genéticas

Estima-se que 50% dos pacientes com melanoma apresentam mutação no gene BRAF. Pacientes com essa mutação têm pior prognóstico da doença e apresentam comportamento biológico mais agressivo, comparado a pacientes sem a mutação. A mutação BRAF funciona como um biomarcador que sinaliza alta taxa de resposta ao tratamento com terapia-alvo.

 

As imunoterapias são indicadas para todos os pacientes com melanoma, ao passo que as terapias-alvo são direcionadas para pacientes com melanoma e mutação genética no gene BRAF.

 

Independentemente de serem indicadas para todos os pacientes, destaca-se que alguns pacientes com melanoma não são elegíveis à imunoterapia, como por exemplo, pacientes com doenças autoimunes. Além disso, dados da literatura estimam que até 60% dos pacientes podem apresentar resistência primária à imunoterapia, isto é, os pacientes podem não apresentar benefícios clínicos desde o início da terapia, caracterizando progressão da doença.

Portanto, ambos os tratamentos inovadores constituem opções terapêuticas que deveriam ser disponibilizadas pelo SUS, uma vez que diferentes perfis de pacientes necessitam diferentes tipos de tratamentos.

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